“Para apurar um tema polêmico você tem que colocar o seu senso crítico a frente”
Por Niassa Jamena, Bruno Brasil e Cíntia Dias
Emanuella Sombra é repórter de local do jornal A Tarde . Graduada em jornalismo pela UFBA.
O primeiro veículo em que você trabalhou foi aqui no A Tarde?
Sim.
Há quanto tempo você trabalha aqui?
Desde 2007. Eu fiz dois meses de estágio e logo depois comecei a trabalhar como free lancer, fiquei mais nove meses e depois fui contratada como profissional. Eu acho que ao todo devo ter uns dois anos e meio.
Qual o seu estilo de escrita jornalística?
A gente às vezes tenta fazer uma matéria um pouco diferenciada do que é normalmente publicado na editoria. Quando o tema permite que a gente faça isso, a gente faz.Pode ser uma narrativa em primeira pessoa, com a opinião do repórter sobre o que ele viu na rua, ou uma crônica sobre aquele fato ou acontecimento, de forma que o texto fique um pouco diferente, mais parecido com o new journalism. Algo que já se faz na Piauí, na Carta Capital e nas Brasilianas também. Agente tenta fazer, mas isso muitas vezes acaba não acontecendo por causa do tempo. É o factual na maioria das vezes.
Vocês têm que cumprir deadline. Como é que vocês lidam com o tempo?
Posso falar da editoria que eu trabalho, que é a editoria de local. Nós trabalhamos sempre com o deadline bem apertado. A gente pode até estar com um especial, que podem te dar três dias para fazer, mas pode chegar um dia e você ter que derrubar esse especial, para fazer um acidente que acabou de acontecer e ter que entregar no mesmo dia. A gente vive muito nessa loucura, de não saber quanto tempo você tem.
E quando é que esse prazo fica mais apertado?
Quando vai se aproximando o final de semana as coisas vão ficando mais apertadas.Sexta feira é o dia mais complicado de todos porque tem as edições de sábado, de domingo e de segunda que tem que ficar mais ou menos prontas. A edição de domingo tem que ficar 90% fechada porque ela vai para gráfica sábado meio dia. Já a edição de segunda, pelo menos 50% tem que estar pronta. Então o que acontece sábado de manhã a gente apura e bate rápido para poder sair ainda no domingo.
Tem um horário específico pro deadline?
Depende muito da pauta. Se você tem uma pauta que você pegou cedo e que não é uma coisa factual, quente, é recomendável que você entregue até às sete da noite. Mas se de repente você foi pra rua, fazer uma matéria às cinco da tarde, o jornal entende que você não tem condições de entregar às sete. Aí você tem uma tolerância, pode ficar até as nove, nove e meia. O caderno de salvador costuma ser entregue para a gráfica onze horas da noite, as últimas noticias ficam até uma da manhã. Cada editoria tem um horário.
No dia do blecaute, 10 de agosto, a gente viu que o A Tarde publicou a matéria no dia seguinte, na editoria de “Últimas Notícias”, enquanto os outros concorrentes deram como capa. Porque isso ocorreu?
Isso depende do editorial mesmo, se o editor entende que aquele material vai para “Últimas” ou que foi uma coisa relevante que aconteceu no país, ele pode puxar de “Últimas” para a editoria de cidade ou de Brasil e dar destaque. Foi uma decisão editorial, é uma aposta que você faz, você pode tanto acertar como errar.
O A Tarde possui uma agência de notícias. A apuração dos fatos, a construção da notícia na redação do jornal, é feita na maior parte por intermédio da agência, pelos repórteres da redação que vão pras ruas, ou há um equilíbrio entre as duas formas de apuração?
No meu trabalho pelo menos, eu não vejo tanta influência da agência. Ela participa mais como uma olheira, monitorando as editorias. Algumas matérias ela se apropria e vende para outros jornais. Ela pode sugerir também, mas a regra não é essa.
Como é feita a pauta diária?
As pautas têm várias formas de surgir, às vezes agente sugere, às vezes o acontecimento por si só já é uma pauta. A grande maioria são pautas sugeridas pelo editor, pelo editor chefe ou pelo editor de outro caderno. Normalmente o editor entrega as pautas pra gente, mas agente também pode sugerir e fazer.
De que forma o jornalista interfere na sua produção? Como essa subjetividade trabalhada na academia é colocada em prática?
A gente tenta levar em conta principalmente o senso crítico. Para apurar um tema que é polêmico você tem que colocar o seu senso crítico à frente. Você tem que dar poder de voz às fontes interessadas e que tem opiniões diversas. Também tem que analisar o tema, você não pode simplesmente colocar as aspas e as informações. Nossa busca o tempo todo aqui é tentar ser imparcial.
A gente ouve falar muito na linha editorial. Na hora de escrever vocês tem uma preocupação com a política do jornal? De que forma isso se manifesta?
A gente sabe que determinados assuntos ou determinadas fontes podem sofrer uma influência da editoria para que sejam tratadas de uma determinada forma. Isso pelo menos no A Tarde não é tão escrachado como a gente vê no Correio*. Eu não sei como está agora, mas, antes existia aquele mito de que você não podia fazer um certo tipo de matéria porque você sabia que ia ser demitido. Aqui você tem liberdade pra elaborar sua pauta, colocar as fontes que você acha que são apropriadas para um determinado assunto. As matérias sofrem influência sim. Agora a gente tenta de certa forma dosar essa influência com o nosso poder de liberdade de elaboração da pauta. Eu particularmente nunca passei por problemas assim, ter que mudar pauta ou trocar matéria. Mas a gente sabe que existe. É um pouco de ilusão achar que o veículo “x” ou “y” é imparcial. Interesses da empresa também são colocados em jogo, e você tem que se adequar a eles. Eu acredito que esse tipo de problema ocorra mais na editoria de política e economia, local nem tanto.
Para você o jornalista escreve para o jornal, para o leitor ou para ele mesmo?
Olha, eu não escrevo para o jornal. Acho que todo jornalista pensa da mesma forma. O jornalista também é um pouco narcisista, ele quer escrever porque quer de alguma forma se destacar naquilo que está fazendo. Eu penso sempre no leitor, sobre o que ele está pensando e o que pra mim seria o ideal de matéria. Eu excluo essa alternativa de escrever pra o jornal. É o jornal que acaba se apropriando do nosso trabalho. Quando o repórter faz um bom trabalho a empresa lucra com isso.
Você publicou uma matéria no dia 13 de novembro, que falava sobre o novo estatuto do carnaval que na época estava para ser sancionado pelo prefeito João Henrique, que visa limitar o tempo que os artistas dedicam à imprensa na folia. A quem você acha que realmente interessa essa questão? Você acha que existe um interesse público sobre isso, ou é apenas um disputa de poder entre empresas do carnaval, redes de imprensa e blocos maiores e menores?
A pauta surgiu já feita para eu executar. Quando eu comecei a cobrir eu procurei ao máximo colocar as forças antagônicas no processo uma na frente da outra. O público de uma forma geral tem que entender como funciona a disputa por poder na festa. Eu acho que colocar os principais envolvidos ali, que eram as empresas, os donos de bloco, para dialogar sobre essa questão do carnaval já é uma forma clara de mostrar às pessoas o que está ocorrendo. E agente tentou incluir o leitor também. É aquele tipo de matéria que tem a função de dar a voz ao público, é uma forma de deixar as coisas claras pra quem está de fora, no caso o folião do carnaval.
O que você pensa sobre isso? Para você é apenas uma regulamentação justa ou é censura a liberdade de imprensa?
Eu comecei a fazer a matéria tendo a opinião de que a decisão era meio arbitrária, e que parecia ser uma censura porque tentava de alguma forma regrar como o artista ia passar pelo circuito e como ele ia interagir com o folião. Eu comecei a mudar de idéia até pelo próprio processo de apuração, ouvindo algumas fontes. Acontece muito isso quando você está apurando, vem uma fonte fala uma coisa e você acaba concordando, mudando de opinião. Eu acho que de alguma forma tem que regulamentar. Só nos resta esperar pra ver se essa é a melhor forma de administrar.
Por falar em público, qual o público que o jornal visa atingir?
É meio delicado falar disso. O jornal ele é voltado para o público “A”, isso é muito claro, até pelas coisas que agente ouve. Isso é colocado para a gente na forma como a pauta é elaborada, na forma como a gente aborda os assuntos e nos tipos de matéria que são publicadas. É uma coisa meio implícita, você não tem esse diálogo tão claro com os editores. Com o tempo você vai aprendendo a dançar conforme a música. Em alguns momentos eu como jornalista, apesar de isso não ser uma causa política nem ideológica, tento fazer um trabalho que às vezes choca com isso. Uma vez, por exemplo, eu fui fazer uma matéria sobre gravidez na adolescência e a foto que eu ia usar na matéria era de uma menina pobre, negra que tava recém parida no Iperba com o filho nos braços. Essa era a foto principal que agente tinha, ela era a minha personagem. Aí houve uma discussão editorial porque disseram que aquela foto não correspondia ao público do jornal. Isso acontece, mas, às vezes você pode com seu poder de argumentação segurar a foto. Você pode com pequenas coisas, com pequenos detalhes de operação de escrita subverter um pouco. Mas a orientação existe.
Você falou da foto. O que faz uma boa capa?
Sinceramente eu não sei [risos].
Existe algum tipo de acontecimento que você possa dizer: “isso aqui daria uma boa capa”?
A gente tem muito a situação de informação exclusiva sobre alguma coisa e que agente sente que aquilo é capa. Por exemplo, uma situação hipotética: um juiz que violentava sexualmente a secretária dele e ninguém sabe, e a gente tem essa informação na mão nós podemos abordar esse tema de uma forma mais ampla e aquilo virar manchete. Mas o processo como isso vai se desenrolando, eu não sei. Não sei até que ponto essa manchete seria uma boa capa. De que ponto de vista? Do ponto de vista comercial, da venda, que vai fazer muito leitor comprar? Do ponto de vista crítico? É uma linha muito tênue, e eu acho que eu não tenho experiência profissional suficiente para fazer essa avaliação. Eu acho que pra mim ainda falta muita experiência para ter esse discernimento do que é uma boa manchete e do que é apenas sensacionalismo.
Falando em sensacionalismo… você também produziu uma matéria sobre a morte da aluna do Colégio Militar Jéssica Silva de Araújo. Reportagens que tratam de temas polêmicos e delicados como esse, a linha entre a retratação verdadeira dos fatos e o sensacionalismo em busca de audiência é muito tênue. Até que ponto o jornalista deve ir em busca da verdade, mesmo que ela mostre o que há de mais sórdido no ser humano? Como é que você lida com isso?
Olha a gente tem determinadas ideologias que a gente também traz para empresa. Mas muitas vezes a gente tem uma determinação do editor que é: “-Vá cobrir a reconstituição e traga o material.” E você tem que ir mesmo. Como repórter você deixa de pensar ideologicamente quando você tem uma pauta na mão e precisa ir cobrir na rua para trazer para o jornal. Acho que a gente acaba ficando um pouco refém desse sensacionalismo que você fala. Tem casos que você está cumprindo uma demanda, te mandaram fazer isso você vai e faz. É sensacionalista? Eu acho que sim, mas você está no jogo um pouco pra jogar sabe? Você está na empresa e sente que às vezes é difícil lidar com suas ideologias.
Mas existe também o mecanismo de controle do próprio jornalista não é? A forma como ele escreve, a forma como ele apura…
Claro, eu tento em casos como esse fazer aquele texto bem lead, sublead e fontes. Uma coisa bem descritiva mesmo, no sentido reconstituição. O leitor também quer informação, a gente tem um sentimento mórbido de querer saber o que aconteceu. No Correio*, por exemplo, saiu uma manchete em que a foto de chamada eram várias facas, outro dia saiu a notícia do apresentador que foi assassinado em que o lead começava assim: “ Era pra ser apenas mais uma noite de festa”. Entendeu? Por mais que esses temas gerem sensacionalismo, às vezes é uma imposição e você tem que fazer, mas a forma como você escreve é sua é você que ta escrevendo ali. Eu acho que existe esse controle do repórter de participar o mínimo possível desse jogo de interesse entre o leitor mórbido e o jornal que quer vender. Você pode fazer só o texto ou pode jogar com o emocional, partir para o apelo, porque tem o público que gosta disso. Eu não gosto e prefiro não fazer.
Na reforma gráfica o A Tarde implantou o sistema de layout. De que forma isso contribui ou atrapalha na construção da matéria? Você acha que isso delimita a notícia, pelo fato de a página já ter um formato pronto?
Acho que as reformas acabam sendo fundamentais mesmo porque o modelo ele acaba envelhecendo mesmo, de qualquer jornal. Agora essa coisa do template eu acho que é uma decisão mais política sabe, empresarial, de você enxugar o corpo de diagramadores. É minha opinião, eu vejo que tem esse interesse. Você tendo um álbum digital de templates, você precisa de menos mão de obra para trabalhar. Tem também o apelo das tendências, não é? Existem tendências que os gestores da empresa trazem de fora. Eles participam de seminários, observam como os jornais no restante do mundo funcionam e tentam trazer isso pra cá. Sempre tem um teórico da comunicação que diz que agora a tendência é ter mais foto do que texto. Tentando de certa forma se adequar ao leitor modelo que agente tem no Brasil. Eu particularmente acho que para o bom jornalismo isso é muito variável. O New York Times, o El País que apostam cada vez mais em textos grandes, textos massudos como chamam. Mas isso tem uma função e uma razão de ser, porque o leitor americano, o leitor europeu em geral, tem um hábito maior com a leitura diferentemente daqui. As leis de mercado estão aí e a empresa visa aumentar as vendas. Ela percebe que o leitor padrão brasileiro não gosta de ler, que muitas vezes ele quer entretenimento, uma notícia rápida, uma foto atrativa, e aí as coisas vão funcionando dessa forma. Vários elementos influenciam e eu vejo esses como os principais. Na internet você pode escrever lá, cinco páginas se você quiser, dependendo do texto que tenha, só que agora ficou muito mais difícil porque com os templates já definidos, a gente tem que se adequar a ele. Isso eu acho que é uma inversão, a gente está vivendo isso aqui na empresa, e eu me sinto em um conflito porque às vezes eu tenho uma matéria que é melhor contada em 50cm e o template só cabe 30 cm. Para as pessoas que elaboraram os templates aquilo, graficamente fica melhor, então é uma inversão. O que está importando aqui realmente, é a noticia ou é a estética?
Muitos jornais impressos têm esse problema de espaço, ou seja, muitas vezes há notícias que não entram ou precisam ser resumidas. Entretanto, nem todos os dias acontecem fatos noticiáveis. Qual o procedimento realizado quando o jornal precisa sair e ainda não existem fatos relevantes?
É muito difícil porque sempre tem! Se no dia não acontecer nada, você vai ter, por exemplo, aquele assessor da secretaria de desenvolvimento social que mandou um material para você falando de negros na sociedade, uma palestra, aí você vai lá e cobre, aquilo rende uma entrevista e isso pode servir de tapa buracos. Às vezes você tem realmente que escrever, “encher lingüiça” para cobrir a página porque não tem material suficiente. No jornalismo diário você não sabe o que vai acontecer no dia, você às vezes não tem planejamento e tem que lidar com essas coisas, ter que escrever mais. Acontece também que, de repente, derrubam uma matéria, porque estava ruim, tinha erro, ou porque não deu mesmo para fazer. Aí colocam o que a gente chama de “calhal”, que é um anúncio do próprio jornal. É um jogo de cintura que o editor tem que ter todo dia, ele tem que ter um tempo administrativo muito bom para pegar os temas que tem e dividir durante a semana. Se tudo der errado, se o avião cair ali do lado, ele muda, mas ele tem que ter uma organização cronológica do que ele vai dar na segunda, na terça, na quarta, na quinta para justamente não acontecer isso, além das matérias de gaveta que também servem para preencher espaços.
Hoje em dia os jornalistas encaram a notícia como um produto a ser vendido ou ainda se possui a cultura jornalística de se revelar toda e qualquer verdade?
Olhe, eu acho que aqui, eu e meus colegas temos um pouco dessa coisa lúdica ainda. Tem porque são as suas referências literárias, os jornalistas que você já leu. Aquilo que você traz como bagagem te influencia muito, eu acho que se a empresa te traz a oportunidade de colocar em pratica esses ideais, por mais que sejam clichês, mas tenham um significado, você faz.
Qual é a responsabilidade do repórter na produção da matéria?
O repórter está numa posição muito vulnerável, porque é ele quem assina a matéria. E a gente comete erros de português, é raro, mas isso acontece. E às vezes o editor corrige erradamente, coloca vírgula onde não tem. Então pequenos ruídos de trabalho acabam expondo o repórter. Então existe todo um processo por trás que o leitor não entende. Ele pensa: “Que Emanuella burra, que colocou aquilo”, entende? O mecanismo de funcionamento é muito mais complexo. Às vezes você tem que fazer uma matéria correndo, ouvindo a fonte mais fácil que for, você tem que confiar, aí “ah Emanuella, você entrevistou Albergaria pela décima vez…” A gente tenta lutar contra isso, mas questões de erros, problemas de falhas que a gente encontra diariamente no jornal, diz mais respeito à equipe como um todo do que ao repórter.
Você é formada pela UFBA em jornalismo. Sendo uma pessoa que trabalha diretamente na área na qual você se formou você pensa que qualquer um pode exercer a profissão ou a Academia realmente traz um diferencial?
A academia tem um ranço muito difícil de combater que é a critica ao produto sem levar em conta diversos fatores de funcionamento, da notícia aos bastidores, que são fundamentais pra entender porque aquilo é assim. Eu sei porque eu já fiz grupos de pesquisa com Giovandro [Giovandro Ferreira], análise de discurso um bom tempo. Muitas vezes a equipe trabalha com pouquíssima gente, os diagramadores, por exemplo. Aí fica impossível fazer das cinquenta paginas do jornal, cinquenta páginas maravilhosas, não tem como porque às vezes você tem uma equipe de cinco pessoas. Então muitas coisas nos bastidores dizem sobre o próprio jornal e aquilo não é interpretado como deveria ser pelo teórico da comunicação que está na academia. Eu fiz o percurso inverso, fiz grupo de pesquisa e vim para cá. O que faz um bom jornal não é apenas um bom repórter, é uma equipe boa, desde o editor, ao pauteiro, ao cara que vai fazer a página. O jornal como um todo tem que ser analisado, não adianta ter uma balança desequilibrada, tem o cara que é muito bom, faz cinquenta fotos e, às vezes, até por falta de referências culturais, jornalísticas mesmos, o cara que escolhe a foto não vai escolher a melhor porque ele acha que não é a ideal e aí você subverte, você não aproveita o profissional.
E sobre a obrigatoriedade do diploma? Qual é a sua opinião como uma profissional da área?
Eu acho assim, que citando Gilmar Mendes, você tem que entender também que existem excelentes profissionais que passaram pela faculdade e outros tão bons quantos, que nunca estiveram na academia. Eu acho que jornalismo é assim, eu não sou favorável à obrigatoriedade do diploma. Acho que primeiro, não ser obrigado a ter diploma faz com que somente as faculdades boas permaneçam, aí você vai ter as instituições de referência. E eu tenho exemplos aqui no jornal, o próprio Fernando Vivas, Mônica Rodrigues que era editora do “A Tardinha”. Jornalismo depende muito de feeling, tem que ter vocação.